{"id":2066,"date":"2023-02-16T16:57:52","date_gmt":"2023-02-16T19:57:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/?p=2066"},"modified":"2023-02-17T07:24:23","modified_gmt":"2023-02-17T10:24:23","slug":"a-rua-e-nois-blocos-lgbtqiapn-antirracistas-e-feministas-ocupam-o-carnaval-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2024\/novidades\/a-rua-e-nois-blocos-lgbtqiapn-antirracistas-e-feministas-ocupam-o-carnaval-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"A Rua \u00e9 N\u00f3is: Blocos LGBTQIAPN+, antirracistas e feministas ocupam o Carnaval em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cImagina quando voltar o Carnaval!\u201d. Pois \u00e9, voltou! A for\u00e7a, a resist\u00eancia e a disposi\u00e7\u00e3o para lutar mantiveram vivos os corpos &#8211; e a mem\u00f3ria &#8211; das\u00a0 mulheres, negros, pessoas LGBTQIAPN+, moradores da periferia, que, com baterias, batuques, fantasias e m\u00fasica transformam a rua em um espa\u00e7o, em um s\u00f3 tempo, de festa e de luta.\u00a0<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Est\u00e9ticas das Periferias conversou, a partir de uma perspectiva pol\u00edtica, com cinco blocos que comp\u00f5em o Carnaval na cidade de S\u00e3o Paulo. Nesta conversa, os coletivos contam como, ao mesmo tempo em que a festa \u00e9 um momento de catarse, \u00e9 poss\u00edvel, nesta celebra\u00e7\u00e3o, conquistar avan\u00e7os pol\u00edticos, afirmar direitos, criar momentos de acolhimento e reconhecimento.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2073\" aria-describedby=\"caption-attachment-2073\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"https:\/\/www.instagram.com\/asobscenicas\/?next=%2F wp-image-2073 size-medium\" title=\"https:\/\/www.instagram.com\/asobscenicas\/?next=%2F\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/obscenicas-464x253.jpg\" alt=\"As Osbc\u00eanicas\" width=\"300\" height=\"164\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2073\" class=\"wp-caption-text\">As Osbc\u00eanicas<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Maira Blasi, professora e colunista da fanfarra \u201cAs Obsc\u00eanicas\u201d, o retorno do Carnaval, p\u00f3s pandemia do Covid-19, refor\u00e7ou o significado da festa como um ritual de celebra\u00e7\u00e3o da vida, de resist\u00eancia e de disposi\u00e7\u00e3o para lutar contra aqueles que promovem pol\u00edticas de controle, opress\u00e3o e morte. As \u201cObsc\u00eanicas\u201d s\u00e3o a \u00fanica fanfarra 100% feminina de S\u00e3o Paulo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cVoltar para \u00e0s ruas tem um gosto\u00a0 de vit\u00f3ria, de quem sobreviveu e resistiu \u00e0s tentativas de destrui\u00e7\u00e3o da nossa energia, da nossa\u00a0 arte. A gente j\u00e1 tinha no\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da arte, da celebra\u00e7\u00e3o do Carnaval com uma forma de resist\u00eancia e de ocupa\u00e7\u00e3o da rua, mas esses votos foram renovados e deram ainda mais f\u00f4lego\u201d, declara.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>A festa como um momento de afirma\u00e7\u00e3o da vida tamb\u00e9m \u00e9 o que move, desde 2016, a \u201cDesculpa qualquer coisa\u201d. Dedicado ao protagonismo l\u00e9sbico, bissexual e feminino o bloco, que tem como uma das criadoras Renata Corr, DJ e produtora de evento, tem na ocupa\u00e7\u00e3o das ruas um momento de comemora\u00e7\u00e3o da vida, de afirma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria exist\u00eancia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2074\" aria-describedby=\"caption-attachment-2074\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2074 size-medium\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/desculpa-e1676628448994-464x253.jpg\" alt=\"Renata Corr\" width=\"300\" height=\"164\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2074\" class=\"wp-caption-text\">Renata Corr<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando a gente coloca a \u2018Desculpa\u2019 na rua, a gente est\u00e1 dizendo para o mundo que a gente existe, que somos l\u00e9sbicas, gays, mulheres, pessoas trans e estamos muito felizes com isso, tenho orgulho de ser quem somos\u201d, declara. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para o ZUMBIIDO Afropercussivo, grupo panafricanista, respons\u00e1vel por organizar o \u201cBloco Preto\u201d, o Carnaval \u00e9 uma tecnologia do povo negro, mas \u00e9 alvo de uma tentativa de captura e ressifigna\u00e7\u00e3o das pessoas brancas. Para o grupo, que respondeu a entrevista de forma coletiva, \u00e9 preciso que as pessoas pretas tomem consci\u00eancia da import\u00e2ncia de preservar e fortalecer express\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es culturais pretas. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2075\" aria-describedby=\"caption-attachment-2075\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2075 size-medium\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/zumbiido2-464x253.jpg\" alt=\"Bloco Preto Zumbiido\" width=\"300\" height=\"164\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2075\" class=\"wp-caption-text\">Bloco Preto Zumbiido<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cCriamos um Bloco Preto em S\u00e3o Paulo para o povo preto, mesmo com todos os desafios, garantimos que nos \u00faltimos 3 anos houvesse Cortejo Preto do Bloco Preto ZUMBIIDO Afropercussivo, que emana do povo preto, no carnaval de rua sem qualquer compromisso com agenda de integra\u00e7\u00e3o. E isso \u00e9 tudo. \u00c9 com isso que temos compromisso e preocupa\u00e7\u00e3o\u201d, pontuam.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Afirma\u00e7\u00e3o e reconhecimento<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mantendo viva a tradi\u00e7\u00e3o das marchinhas, desde 2004, o bloco \u201cAgora Vai\u201d surgiu do encontro de artistas que queriam ocupar as ruas e afirmar o espa\u00e7o p\u00fablico como algo que pertence \u00e0 coletividade. Para Vict\u00f3ria dos Santos, cantora, percussionista e filha dos criadores do bloco, o Carnaval sempre foi uma plataforma pol\u00edtica, um espa\u00e7o para exigir e afirmar direitos.\u00a0<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_2077\" aria-describedby=\"caption-attachment-2077\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2077 size-medium\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/agora-vai-464x253.jpg\" alt=\"Agora Vai\" width=\"300\" height=\"164\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2077\" class=\"wp-caption-text\">Agora Vai<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cPara n\u00f3s, a festa sempre foi pol\u00edtica. Pol\u00edtica \u00e9 um dos pilares do carnaval, do samba, \u00e9 um dos principais motivos para existir essa festa, na verdade. L\u00f3gico que a discuss\u00e3o da pol\u00edtica se d\u00e1, por exemplo, atrav\u00e9s do tom jocoso das marchinhas ou da forma de se vestir. O \u201cAgora Vai\u201d come\u00e7a com a gente cantando sobre as enchentes, denunciando as PEC\u2019s que retiraram direitos, o golpe pol\u00edtico\u2026\u201d, conta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m compreendendo o potencial pol\u00edtico da alegria, Maira (\u201cAs Obsc\u00eanicas\u201d) entende que o jeitinho brasileiro de resolver as coisas, \u201cna base da festa\u201d n\u00e3o \u00e9 algo negativo, \u00e9 na verdade, uma resposta aos que querem tirar tudo, at\u00e9 mesmo a nossa alegria. \u201cEstarmos nos espa\u00e7os p\u00fablicos \u00e9 uma resposta, por exemplo, \u00e0s ondas fascistas e neoliberais. Ir para rua fazer festa e celebrar, \u00e9 demonstrar que eles n\u00e3o tiraram nossa felicidade\u201d, pontua. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para o ZUMBIIDO, a realiza\u00e7\u00e3o do Bloco Preto \u00e9 um momento especial de encontro. O grupo elege a data como um momento de encerramento de um ciclo de forma\u00e7\u00e3o e amadurecimento das pessoas pretas que formam e constroem a luta panafricanista. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA exist\u00eancia deste bloco \u00e9 o testemunho do poder da organiza\u00e7\u00e3o, da autonomia, da uni\u00e3o, da comunh\u00e3o, do prop\u00f3sito, da cria\u00e7\u00e3o e da autodetermina\u00e7\u00e3o do povo preto. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 promover e difundir valores africanos e se contrap\u00f5e \u00e0 ideia de integra\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o grupo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Renata Corr (\u201cDesculpa\u201d) ressalta que o senso de coletividade, de compartilhamento de lutas e de alegrias \u00e9 um dos sentimentos mais marcantes, pois vai na contram\u00e3o do individualismo, da competi\u00e7\u00e3o entre as pessoas e da ideia de que para um vencer, \u00e9 necess\u00e1ria a derrota e a destrui\u00e7\u00e3o do outro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO Carnaval tem a capacidade de criar um espa\u00e7o onde as pessoas se sentem representadas e respeitadas na sua diversidade, na sexualidade, identidade de g\u00eanero, ra\u00e7a e f\u00e9. O carnaval traz um senso coletivo, um senso de pertencimento que fica, muitas vezes, afastado, como se n\u00e3o existisse.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Espa\u00e7os de seguran\u00e7a<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se a oportunidade de ocupar espa\u00e7os, cantar, gritar e se vestir da forma que quiser \u00e9 um momento coletivo t\u00e3o aguardado, a preocupa\u00e7\u00e3o em garantir paz e tranquilidade para essas manifesta\u00e7\u00f5es \u00e9 uma pauta central de quem quer exercer esses direitos.\u00a0 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Para o \u201cDesculpa Qualquer Coisa\u201d, \u201cAs Obsc\u00eanicas\u201d e o \u201cAgora vai\u201d, criar espa\u00e7os de seguran\u00e7a faz parte de uma estrat\u00e9gia coletiva de garantir que ningu\u00e9m ser\u00e1 impedido de exercer a liberdade sobre o\u00a0 pr\u00f3prio corpo ou violentado simplesmente por manifestar sua identidade ou forma de ser. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Vict\u00f3ria (\u201cAgora Vai\u201d), acredita na pr\u00e1tica de implementa\u00e7\u00e3o de diversas estrat\u00e9gias, em v\u00e1rias frentes, para criar espa\u00e7os seguros. \u201cA gente canta versinhos dizendo para \u2018cuidar do b\u00eabado que est\u00e1 do seu lado\u2019, usamos os microfones para lembrar de que \u2018n\u00e3o \u00e9 n\u00e3o\u2019, postamos falando sobre a import\u00e2ncia de respeitar a identidade do outro. N\u00e3o tem uma resposta \u00fanica, mas ter esses cuidados significa tamb\u00e9m atrair pessoas que t\u00eam consci\u00eancia da necessidade de n\u00e3o reproduzir opress\u00f5es e agress\u00f5es\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Maira (\u201cAs Obsc\u00eanicas\u201d) refor\u00e7a a preocupa\u00e7\u00e3o em garantir que o Carnaval seja, de fato, um espa\u00e7o de liberdade. Para ela, a auto-organiza\u00e7\u00e3o de coletivos feministas, LGBTQIAPN+ e negros atendem a demandas e necessidades que muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o recepcionadas em muitos espa\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs Obsc\u00eanicas\u201d \u00e9 uma fanfarra composta somente por mulheres, sendo a \u00fanica de S\u00e3o Paulo. O nosso objetivo \u00e9 incentivar a presen\u00e7a de mulheres nos instrumentos de sopro, principalmente no carnaval\u201d, observa. Para ela, ter uma fanfarra formada somente por mulheres d\u00e1 uma liberdade e seguran\u00e7a que, muitas vezes, as mulheres n\u00e3o conseguem experimentar da mesma forma em outros espa\u00e7os carnavalescos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por sua vez, o ZUMBIIDO entende que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel criar espa\u00e7os de seguran\u00e7a enquanto homens e mulheres brancos tiverem o controle pol\u00edtico e econ\u00f4mico de tudo, inclusive do Carnaval. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando voc\u00ea est\u00e1 numa festa em que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 dono da casa ou do som, n\u00e3o pode escolher a m\u00fasica ou reclamar da comida. Enquanto n\u00e3o construirmos espa\u00e7os fundamentalmente pretos, de fato africanocentrados, n\u00e3o haver\u00e1 espa\u00e7os seguros para que as pessoas pretas vivam ou manifestem suas identidades\u201d, afirmam.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>T\u00eam lugar para todes?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A expectativa de criar uma tradi\u00e7\u00e3o carnavalesca foi adiada para o \u201cBloco m&#8217;Amem\u201d, que teve a primeira sa\u00edda em 2020 e que esperava, nesse retorno, colocar mais uma vez nas avenidas de S\u00e3o Paulo um bloco para celebrar e valorizar VHIdas pretas (vidas + HIV) LGBTQIAPN+ e perif\u00e9ricas. Por\u00e9m, a aus\u00eancia de apoio e parcerias que pudessem somar financeiramente e estruturalmente com o bloco impediu a realiza\u00e7\u00e3o, neste ano, da sua segunda sa\u00edda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-2078\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/amem-464x253.jpg\" alt=\"AMEM\" width=\"300\" height=\"164\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuando a gente n\u00e3o consegue colocar o \u2018bloco na rua\u2019, questionamos qual \u00e9 o lugar que pessoas pretas, corpos dissidentes, LGBTQIAP+ tem no carnaval. Falando como um produtor cultural, artista independente, preto e bixa. \u00c9 evidente que a gente queria estar na rua, com nossa comunidade, celebrando, gerando emprego, gerando espa\u00e7os de acolhimento\u201d, provoca Flip Couto, do Coletivo AMEM.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Flip explica que a decis\u00e3o de n\u00e3o sair passou pelo entendimento do grupo de que qualquer atividade que envolve o protagonismo e a exposi\u00e7\u00e3o de artistas, que comp\u00f5em o espa\u00e7o de atua\u00e7\u00e3o da AMEM, precisa oferecer cach\u00eas, infraestrutura e todo apoio necess\u00e1rio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00e3o d\u00e1 para dizer que a \u2018exposi\u00e7\u00e3o\u2019 \u00e9 valorizar. Quando pensamos em fazer algo, pensamos sempre em excel\u00eancia, por isso decidimos n\u00e3o sair neste ano, mas seguiremos \u2018carnavalizando\u2019 com diversas a\u00e7\u00f5es em 2023\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Os espa\u00e7os p\u00fablicos seguem sendo disputados e ocupados por mulheres, pessoas negras e LGBTQIAPN+ das periferias de S\u00e3o Paulo. Atendendo \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o do saudoso Wilson das Neves, o morro desceu sem ser Carnaval e seguir\u00e1 descendo quando for, porque a rua \u00e9 do povo, a rua \u00e9 n\u00f3is! <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">nota de rodape: \u201cQuando o morro descer e n\u00e3o for carnaval\u201d (Wilson das Neves)<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cImagina quando voltar o Carnaval!\u201d. Pois \u00e9, voltou! 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