{"id":2095,"date":"2023-03-30T09:49:40","date_gmt":"2023-03-30T12:49:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/?p=2095"},"modified":"2023-03-30T11:11:49","modified_gmt":"2023-03-30T14:11:49","slug":"o-graffiti-como-afirmacao-da-rua-e-da-realidade-periferica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/novidades\/o-graffiti-como-afirmacao-da-rua-e-da-realidade-periferica\/","title":{"rendered":"O Graffiti como afirma\u00e7\u00e3o da rua e da realidade perif\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s dois anos sem a celebra\u00e7\u00e3o do Dia do Graffiti no dia 27 de mar\u00e7o, graffiteiros e graffiteiras de diversas quebradas de S\u00e3o Paulo, renovaram a tradi\u00e7\u00e3o de transformar a fachada do \u201cPredinho\u201d da A\u00e7\u00e3o Educativa por meio da express\u00e3o de suas artes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da inaugura\u00e7\u00e3o dessas interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, o evento recebeu a graffiteira Ju Costa e o ouvidor da pol\u00edcia Claudinho Silva, para a roda de conversa \u201cQuanto vale o show: gentrifica\u00e7\u00e3o do graffiti\u201d. A noite ainda contou com a apresenta\u00e7\u00e3o do coletivo \u201cKalamidade\u201d, que trouxe uma discotecagem pesada do Hip Hop nacional e internacional.<\/p>\n<p>Aproveitando esse encontro de artistas e grupos oriundos das diversas partes da cidade, o Est\u00e9ticas das Periferias conversou com alguns participantes sobre a import\u00e2ncia da celebra\u00e7\u00e3o da data, do\u00a0 lugar insurgente do graffiti, al\u00e9m de levantar quest\u00f5es relacionadas ao processo de gentrifica\u00e7\u00e3o e captura da arte por iniciativas\u00a0 mercadol\u00f3gicas &#8211; considerando, ainda, como as quest\u00f5es de ra\u00e7a, g\u00eanero e pautas da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAPN+ atravessam tudo isso!<\/p>\n<p><b>Origens<\/b><\/p>\n<p>Presente no calend\u00e1rio oficial da cidade de S\u00e3o Paulo, desde o ano de 2004, a data surgiu como uma a\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de graffiteiras e graffiteiros que, em 1988, realizaram diversas interven\u00e7\u00f5es em homenagem a Alex Vallauri, artista pl\u00e1stico et\u00edope, que faleceu um ano antes, em 27 de mar\u00e7o de 1987. Alex foi um dos precursores do graffiti no Brasil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-2120 size-large\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Sem-titulo-800x600.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p>\u201cO graffiti definiu muito do que a A\u00e7\u00e3o Educativa veio a ser transformar\u201d, explica Eleilson Leite, coordenador da \u00e1rea de cultura da institui\u00e7\u00e3o. Ele lembra que o setor de Cultura surgiu impulsionado pelo processo de ocupa\u00e7\u00e3o de artistas e movimentos do Hip Hop da sede da entidade.<\/p>\n<p>\u201cO nosso setor de cultura foi criado a partir da agita\u00e7\u00e3o cultural existente em nossa sede, que estava sendo ocupada pelos movimentos culturais da periferia. A gente come\u00e7ou em 2004 com a semana da Hip Hop, passamos a fazer um evento voltado exclusivamente ao graffiti. Tudo isso foi e ainda \u00e9 muito marcante para n\u00f3s\u201d, declara.<\/p>\n<p><b>Express\u00e3o dos que se rebelam<\/b><\/p>\n<p>Para a artista Veronica Nuvem, o graffiti, ao eleger as ruas como espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, consolidou-se como uma forma de express\u00e3o capaz de transformar o invis\u00edvel em vis\u00edvel, de romper com uma uma ordem pr\u00e9-definida. Nuvem tamb\u00e9m \u00e9 arte educadora e j\u00e1 facilitou oficinas de graffiti para jovens em medida s\u00f3cio educativa, eventos culturais, escolas e para crian\u00e7as e jovens de movimentos de direito \u00e0 moradia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2128\" aria-describedby=\"caption-attachment-2128\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2128 size-large\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/nuvem_graffiti-800x600.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2128\" class=\"wp-caption-text\">Ver\u00f4nica Nuvem<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEssa express\u00e3o surge a partir da viv\u00eancia de pessoas empobrecidas pelo capitalismo, racismo, sexismo e que, na contram\u00e3o de tudo, criaram uma linguagem art\u00edstica, uma forma de expressar suas viv\u00eancias, de romperem com a invisibilidade\u201d.<\/p>\n<p>Ver\u00f4nica explica que a rebeldia est\u00e1 na g\u00eanese dessa linguagem, uma vez que se constituiu &#8211; principalmente dentro da cultura do Hip Hop &#8211; como express\u00e3o de revolta frente a uma sociedade desigual e violenta, a qual \u201csobrevive de empobrecer e explorar pessoas empobrecidas\u201d.<\/p>\n<p>Jana No Hibi , integrante do coletivo \u201cMulheres Urbanas\u201d, tamb\u00e9m refere-se \u00e0 quest\u00e3o da visibilidade para definir o movimento. A artista elege como um dos principais atrativos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s linguagens mais tradicionais, a possibilidade de expor e contemplar as obras no espa\u00e7o p\u00fablico e n\u00e3o apenas em espa\u00e7os fechados como museus ou galerias. Atuando com graffiti desde de 2012, desenvolve trabalhos nas t\u00e9cnicas de litogravura, murais, ilustra\u00e7\u00f5es, cenografia para teatro e exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2130\" aria-describedby=\"caption-attachment-2130\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2130 size-large\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/janahabib-800x600.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/janahabib-800x600.jpg 800w, https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/janahabib-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/janahabib-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/janahabib.jpg 1600w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2130\" class=\"wp-caption-text\">Jana Habib<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA arte do graffiti possui diversas mensagens; uma delas \u00e9 a possibilidade de contemplar arte em qualquer ambiente, \u00e9 ser atravessado por uma ideia ou uma interven\u00e7\u00e3o involuntariamente. Assim como somos atravessados diariamente por diversas coisas, muitas delas de forma negativa. O Graffiti pra mim faz isso com as pessoas, s\u00f3 que de forma positiva\u201d, celebra.<\/p>\n<p>Para Faty, ou F\u00e1tima Regina, do DaMafia Girls, a rela\u00e7\u00e3o com o graffiti come\u00e7ou a partir do momento em que ela, uma artista de periferia, percebeu nessa linguagem o potencial de mudar a percep\u00e7\u00e3o que as pessoas t\u00eam da cidade onde vivem. Al\u00e9m disso, ela n\u00e3o economiza ao dizer o quanto o graffiti a transformou. Graffiteira desde 2007, Faty tamb\u00e9m \u00e9 oficineira e produtora cultura<\/p>\n<p>\u201cO graffiti representa tudo na minha vida. Al\u00e9m de ter me salvado dos transtornos que eu tive de ansiedade e depress\u00e3o, a arte faz parte do meu dia a dia, o graffiti me salvou de v\u00e1rias formas, me fez conhecer pessoas e lugares incr\u00edveis\u201d, declara.<\/p>\n<p>O sentimento de autorreconhecimento tamb\u00e9m foi essencial na trajet\u00f3ria da Ver\u00f4nica, uma vez que a consci\u00eancia de ser mulher \u201cnum mundo mis\u00f3gino, significa ser atravessada por muitas viol\u00eancias e encontrar um lugar no mundo entre outras mulheres, graffiteiras como eu, onde compartilhamos experi\u00eancias, criamos juntas, nos fortalece\u201d, confessa.<\/p>\n<p><b>Qual \u00e9 a mensagem?\u00a0<\/b><\/p>\n<figure id=\"attachment_2124\" aria-describedby=\"caption-attachment-2124\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2124 size-large\" src=\"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/andreee-665x600.png\" alt=\"Andr\u00e9 Firmiano\" width=\"600\" height=\"541\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2124\" class=\"wp-caption-text\">Andr\u00e9 Firmiano<\/figcaption><\/figure>\n<p>A efervesc\u00eancia do movimento hip-hop no Brasil nos anos 90 foi o que apresentou o graffiti de uma forma mais direta para Andr\u00e9 Firmiano, graffiteiro, pintor e arte-educador. Ele considera que o graffiti nasceu como uma linguagem dos exclu\u00eddos, alcan\u00e7ando, nos dias atuais, o status de uma linguagem universal, que &#8211; de forma quase espont\u00e2nea &#8211; surge em praticamente todo centro urbano no mundo.<\/p>\n<p>\u201cOriginalmente, o graffiti, dentro da cultura hip-hop, foi constitu\u00eddo pelos imigrantes hisp\u00e2nicos e descendentes da di\u00e1spora africana dentro dos guetos da cidade de Nova York. \u00c9 certo dizer que o graffiti foi uma linguagem criada pelos exclu\u00eddos socialmente e utiliza a rua enquanto suporte para amplificar a mensagem passada\u201d.<\/p>\n<p>Jana \u00e9 direta ao dizer que, a origem questionadora e anti-opressora do graffiti, n\u00e3o tornou o movimento imune a reproduzir comportamentos machistas, racistas ou heteronormativos. \u201cO Graffiti tamb\u00e9m possui diversas quest\u00f5es excludentes, estamos em constru\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 um mar de rosas. A cena do Graffiti ainda \u00e9 bem machista, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o diversa e evolu\u00edda assim\u201d, cr\u00edtica.<\/p>\n<p>Na mesma linha de Ver\u00f4nica e Andr\u00e9, Jana pontua que a origem questionadora e popular, n\u00e3o garante que o discurso represente sempre posi\u00e7\u00f5es contra-hegem\u00f4nicas. Ela lamenta, por exemplo, a persist\u00eancia de pr\u00e1ticas machistas e de nega\u00e7\u00e3o de comportamentos violentos contra mulheres.<\/p>\n<p>\u201cNesse universo, uma coisa que observo e sinto na pele nesses 17 anos que pinto nas ruas, \u00e9 o quanto o tempo passa, mas a cena permanece mis\u00f3gina, machista e racista. Ainda vemos muita gente em nega\u00e7\u00e3o do que acontece \u00e0 sua volta\u201d, critica.<\/p>\n<p>Para as tr\u00eas grafiteiras, garantir que os espa\u00e7os sejam seguros para as mulheres trans, bixessuais e l\u00e9sbicas, que m\u00e3es estejam presentes e sejam respeitadas tem sido um processo longo, mas que, a partir da uni\u00e3o, da cria\u00e7\u00e3o de coletivos e apoio m\u00fatuos, a cena tem feito com que a cena evolua).<\/p>\n<p>\u201cTem muita coisa importante sendo produzida na atualidade, coletivos se auto organizando em eventos para al\u00e9m da regi\u00e3o central da cidade, tendo cuidado em pensar nas especificidades de ra\u00e7a, g\u00eanero, nas m\u00e3es, por exemplo, que \u00e9 algo que s\u00f3 comecei a ver em eventos produzidos por mulheres\u201d, observa Ver\u00f4nica.<\/p>\n<p>Ela ainda acrescenta que enquanto mulher l\u00e9sbica e de ascend\u00eancia ind\u00edgena, iniciou dois mapeamentos pioneiros no cen\u00e1rio da arte urbana, o &#8220;Graffiteiras Ind\u00edgenas&#8221; e &#8220;Sapat\u00e3o das Tintas&#8221; tendo como objetivo visibilizar e fomentar a produ\u00e7\u00e3o dessas artistas. Al\u00e9m do machismo da cena e o \u00f3dio e desprezo \u00e0s mulheres que \u00e9 a misoginia, Ver\u00f4nica percebe uma viol\u00eancia\u00a0 direcionada \u00e0s l\u00e9sbicas, principalmente as que n\u00e3o tem uma apar\u00eancia feminilizada.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se a nossa desobedi\u00eancia ao que esperam de n\u00f3s, fosse insuport\u00e1vel e devemos ser punidas. As viol\u00eancias s\u00e3o perpetuadas de v\u00e1rias formas, algumas sutis, outras nem tanto. Hoje meu foco \u00e9 tecer esse caminho com as minhas, costurando a hist\u00f3ria que come\u00e7ou antes de mim pelas nossas pioneiras e vai seguir atrav\u00e9s de n\u00f3s e das que est\u00e3o chegando agora\u201d, declara.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 ressalta que o seu desenvolvimento enquanto artista, foi essencial no processo de se entender como uma pessoa racializada, de entender a pot\u00eancia de ser uma pessoa negra, de como resistir ao racismo e tamb\u00e9m de cura das feridas causadas por ele.<\/p>\n<p>\u201cEm meu trabalho, minhas propostas art\u00edsticas surgem no questionamento racial, onde busco entender o que foi crescer e se desenvolver nos ambientes art\u00edsticos sendo uma pessoa racializada e o quanto as quest\u00f5es de g\u00eanero influenciaram em meu desenvolvimento. O crescimento se d\u00e1 de maneira individual mas que s\u00f3 faz sentido se houver resson\u00e2ncia\u201d<\/p>\n<p><b>Anti-sist\u00eamico ou produto de mercado?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A chegada do graffiti em espa\u00e7os elitizados por meio da exposi\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de obras em galerias de alto poder aquisitivo, levanta uma quest\u00e3o: graffiti tem sido (ou foi) transformado em mercadoria ou\u00a0 ainda \u00e9 uma express\u00e3o que representa aqueles que se op\u00f5em \u00e0 pr\u00e1ticas explorat\u00f3rias e excludentes?<\/p>\n<p>Para Ver\u00f4nica, a resposta, ao questionamento sobre se a ess\u00eancia insurgente do graffiti segue imune \u00e0 mercantiliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 \u201csim e n\u00e3o\u201d. Na verdade, ela acredita que a discuss\u00e3o nem \u00e9 t\u00e3o nova, isso porque desde a d\u00e9cada de 80, explica, os pioneiros do graffiti chegaram \u00e0s grandes galerias, levados por atravessadores, marketeiros e colecionadores de arte.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o sei se acredito num purismo do graffiti, mas reconhe\u00e7o que existe sim uma apropria\u00e7\u00e3o esvaziada da linguagem\u201d, afirma. Para al\u00e9m da quest\u00e3o da ess\u00eancia da arte, ela aponta que o processo de comercializa\u00e7\u00e3o tem gerado um cen\u00e1rio que, por tr\u00e1s do \u201cglamour\u201d do t\u00edtulo de artista, esconde a realidade de trabalhadoras e trabalhadores precarizados por longas horas de trabalho, baixos cach\u00eas e alvo de diversos tipos de ass\u00e9dio.<\/p>\n<p>Jana entende que h\u00e1 fatores positivos em um graffiti ser reconhecido como um produto art\u00edstico de valor, principalmente ao considerar a possibilidade dos grafiteiros\u00a0 viverem \u201cs\u00f3 da sua arte\u201d. Contudo, afirma, \u201ca realidade \u00e9 que existe uma supervaloriza\u00e7\u00e3o de algumas obras e alguns artistas. Essa arte tamb\u00e9m pode ser um meio de vida, mas por enquanto isso \u00e9 para poucos, bem poucos e segue reproduzindo os mesmos recortes de exclus\u00e3o sociais que a sociedade possu\u00ed\u201d.<\/p>\n<p><b><i>exposi\u00e7\u00e3o<\/i><\/b><\/p>\n<p>O dia do graffiti \u00e9 um projeto idealizado pela \u00e1rea de cultura em parceria com o Centro de Eventos da A\u00e7\u00e3o Educativa e contou com a participa\u00e7\u00e3o de 20 coletivos que atuaram na pintura da fachada do pr\u00e9dio da A\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m de espa\u00e7os nas suas quebradas, al\u00e9m disso, esta edi\u00e7\u00e3o contou com uma exposi\u00e7\u00e3o, feita por 11 graffiteiras, nos muros da FESP (Funda\u00e7\u00e3o Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo). Os trabalhos estar\u00e3o dispon\u00edveis\u00a0 na faculdade, at\u00e9 o final de maio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Ap\u00f3s dois anos sem a celebra\u00e7\u00e3o do Dia do Graffiti no dia 27 de mar\u00e7o, graffiteiros e graffiteiras de diversas quebradas de S\u00e3o Paulo, renovaram a tradi\u00e7\u00e3o de transformar a fachada do \u201cPredinho\u201d da A\u00e7\u00e3o Educativa por meio da express\u00e3o de suas artes. Al\u00e9m da inaugura\u00e7\u00e3o dessas interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, o evento recebeu a graffiteira [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":2106,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3,1],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2095"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2095"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2095\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2132,"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2095\/revisions\/2132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2022\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}