{"id":1116,"date":"2021-10-18T13:25:37","date_gmt":"2021-10-18T16:25:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2021\/?p=1116"},"modified":"2021-10-19T16:38:25","modified_gmt":"2021-10-19T19:38:25","slug":"producao-artistica-de-mulheres-negras-e-destaque-do-esteticas-das-periferias-que-volta-a-ter-atividades-presenciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.esteticasdasperiferias.org.br\/2021\/novidades\/producao-artistica-de-mulheres-negras-e-destaque-do-esteticas-das-periferias-que-volta-a-ter-atividades-presenciais\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de mulheres negras \u00e9 destaque do Est\u00e9ticas das Periferias, que volta a ter atividades presenciais"},"content":{"rendered":"<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Entre 31 de outubro e 7 de novembro, a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do encontro, promovido pela A\u00e7\u00e3o Educativa, contar\u00e1 com mais de 80 atividades, entre apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, debates, oficinas, interven\u00e7\u00f5es e produ\u00e7\u00f5es audiovisuais;<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Encontro Est\u00e9ticas das Periferias, iniciativa da A\u00e7\u00e3o Educativa, vai homenagear as mulheres negras que constroem a cultura das periferias. A partir da experi\u00eancia da escritora Carolina Maria de Jesus, o evento buscar\u00e1 mostrar como as mulheres perif\u00e9ricas est\u00e3o, no dia a dia, produzindo e disseminando cultura, assim como fez a autora de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Quarto de despejo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. O Est\u00e9ticas das Periferias ocorre de forma presencial e online de 31 de outubro a 7 de novembro, com extensa programa\u00e7\u00e3o art\u00edstica em mais de 30 espa\u00e7os culturais da cidade de S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Motivados pela exposi\u00e7\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Carolina Maria de Jesus \u2013 um Brasil para os brasileiros<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que est\u00e1 em cartaz no Instituto Moreira Salles, o Est\u00e9tica das Periferias far\u00e1, neste espa\u00e7o cultural, duas apresenta\u00e7\u00f5es inspiradas na autora, mobilizando artistas como Preta Rara, Grupo Clarianas e Dandara e Fernando, filhos da poeta Tula Pilar, falecida em 2019.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mineira, Tula chegou \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo aos 19 anos. O gosto pela escrita j\u00e1 era parte de sua vida, mas foi somente aos 34 anos que publicou seu primeiro livro, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Palavras Inacad\u00eamicas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Seu segundo t\u00edtulo veio em 2017, uma colet\u00e2nea de poesias que abordavam sexualidade e erotismo, chamado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sensualidade de Fino Trato<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Inspirada pelo trabalho de Carolina Maria de Jesus, Tula Pilar se tornou uma refer\u00eancia na literatura paulistana trazendo em seus inscritos o inconformismo comum \u00e0quelas que resistem cotidianamente \u00e0s desigualdades e ao racismo que marca, sobretudo, as rela\u00e7\u00f5es entre patroas e trabalhadoras dom\u00e9sticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a programa\u00e7\u00e3o do Est\u00e9ticas tamb\u00e9m ser\u00e1 apresentada uma webs\u00e9rie produzida pelo coletivo N\u00f3s Mulheres da Periferia com entrevistas de escritoras perif\u00e9ricas. Slam do Pico, Ocupa\u00e7\u00e3o Coragem, Levante Mulher, For\u00e7a Ativa e Bateker\u00ea s\u00e3o alguns dos coletivos que colocar\u00e3o em cena as Novas Carolinas, destacando um eixo curatorial do Est\u00e9ticas, a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de mulheres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs mulheres perif\u00e9ricas, essas novas Carolinas, tornam o legado da escritora ainda mais vivo, capaz de colocar a sociedade brasileira para pensar sobre suas desigualdades e tamb\u00e9m sobre suas potencialidades. O pa\u00eds pode ser melhor e realmente fica melhor, quando valorizamos nossas identidades e diferen\u00e7as\u201d, afirma Eleilson Leite, coordenador de Cultura da A\u00e7\u00e3o Educativa.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><b>A PERIFERIA NA AGENDA CULTURAL<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a retomada gradual das atividades presenciais, o 11\u00ba Est\u00e9ticas chega para fortalecer as express\u00f5es perif\u00e9ricas na agenda cultural da cidade de S\u00e3o Paulo. Com programa\u00e7\u00e3o distribu\u00edda em mais de 30 espa\u00e7os culturais da cidade por meio do rec\u00e9m-criado N\u00facleo de Cultura Perif\u00e9rica (NCP), a edi\u00e7\u00e3o 2021 do Est\u00e9ticas deve alcan\u00e7ar o maior patamar de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio da cidade de S\u00e3o Paulo. Ser\u00e3o 54 apresenta\u00e7\u00f5es em bibliotecas, teatros, centros culturais e casas de cultura.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Est\u00e9ticas das Periferias ser\u00e1 a primeira grande a\u00e7\u00e3o do NCP &#8211; para a A\u00e7\u00e3o Educativa \u00e9 fundamental a articula\u00e7\u00e3o com o poder p\u00fablico local para ampliar a no\u00e7\u00e3o de direito \u00e0 cultura. A ideia \u00e9 que a iniciativa n\u00e3o se restrinja ao per\u00edodo do evento, mas que a articula\u00e7\u00e3o com a prefeitura amplie a presen\u00e7a da cultura de periferia na agenda cultural da cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda nessa perspectiva, cabe ressaltar que, pela primeira vez desde a cria\u00e7\u00e3o, o Est\u00e9ticas das Periferias estar\u00e1 presente em 26 territ\u00f3rios, cobrindo toda a borda da cidade. Al\u00e9m dos territ\u00f3rios perif\u00e9ricos j\u00e1 cobertos por edi\u00e7\u00f5es passadas, passaram a compor a base do evento Parelheiros, Itaquera\/Vila Jacu\u00ed, Pirituba\/Jaragu\u00e1, Parque S\u00e3o Domingos e Rio Pequeno. Um dos destaques entre as novas ades\u00f5es \u00e9 a presen\u00e7a da Aldeia Ind\u00edgena Kalipety, de Parelheiros. Ao todo, s\u00e3o 51 coletivos culturais de diferentes perfis e linguagens.<\/span><\/p>\n<p><b>DESTAQUES DA PROGRAMA\u00c7\u00c3O<\/b><\/p>\n<p><b>Circuito LGBTQIA+ <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211;<\/span><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cultura LGBT ter\u00e1 mais uma vez destaque na programa\u00e7\u00e3o, ocupando as seis f\u00e1bricas de cultura geridas pela Organiza\u00e7\u00e3o Social Poiesis (Ja\u00e7an\u00e3, Cachoeirinha, Brasil\u00e2ndia, Diadema, Jardim S\u00e3o Lu\u00eds e Cap\u00e3o Redondo). Desse modo seguimos ampliando a presen\u00e7a da diversidade sexual e de g\u00eanero no evento.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Lan\u00e7amento do livro do <\/b><b><i>Slam Poetas Vivos<\/i><\/b><b> no Campeonato de Slams<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Slam Poetas Vivos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ganhador do torneio de slams de 2020, lan\u00e7ar\u00e1 seu livro neste ano &#8211; a edi\u00e7\u00e3o da obra \u00e9 o pr\u00e9mio dado ao slam vencedor. O Poetas Vivo \u00e9 de Porto Alegre, todo formado por poetas pretos e pretas, e tem uma pegada bem combativa. Em 2021 acontecer\u00e1 a 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Torneio de Slams. Os tr\u00eas primeiros vencedores do torneio (Slam da Ponta, Fluxo e Cap\u00e3o) se encontrar\u00e3o no Projeto Expresso Poesia na Casa das Rosas para uma roda de bate papo mediada por Emerson Alcalde, criador e animador do campeonato. Outro destaque desta programa\u00e7\u00e3o \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o online de slams de Angola e Mo\u00e7ambique.<\/span><\/p>\n<p><b>Centen\u00e1rio de Paulo Freire<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A comemora\u00e7\u00e3o pelos cem anos do patrono da educa\u00e7\u00e3o brasileira faz parte da edi\u00e7\u00e3o 2021 do Est\u00e9ticas. O Levante Popular da Juventude, respons\u00e1vel pela Escola Nacional Paulo Freire, far\u00e1 uma s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es pela cidade ao longo dos meses de setembro e outubro. O registro dessas atividades resultar\u00e1 num mini-doc que ser\u00e1 exibido durante o evento. No campus de S\u00e3o Bernardo do Campo da UFABC, cinco grafiteiros e grafiteiras far\u00e3o um grande painel inspirado em Paulo Freire uma semana antes do evento. O registro do processo ser\u00e1 editado num clipe que tamb\u00e9m ser\u00e1 exibido no canal do Est\u00e9ticas durante o evento.<\/span><\/p>\n<p><b>Ciclo de debates <\/b><b><i>Cultura e educa\u00e7\u00e3o nas periferias: uma rela\u00e7\u00e3o que se efetiva nos territ\u00f3rios<\/i><\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Inspirados pelo centen\u00e1rio de Paulo Freire, o ciclo de debates que ocorrer\u00e1 no \u00e2mbito da edi\u00e7\u00e3o 2021 do Encontro Est\u00e9ticas das Periferias discutir\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o entre educa\u00e7\u00e3o e cultura, uma quest\u00e3o pouco tratada nas bases curriculares e nos par\u00e2metros das leis de diretrizes da educa\u00e7\u00e3o. Cultura e educa\u00e7\u00e3o encontram um campo fecundo de intersec\u00e7\u00e3o nos territ\u00f3rios das periferias urbanas, onde experi\u00eancias como bairro educador, circuitos culturais escolares, bibliotecas comunit\u00e1rias, a museologia social, entre outras, ser\u00e3o tema das seis mesas programadas. O evento ser\u00e1 realizado em parceria com a unidade Pinheiros do SESC e ser\u00e1 retransmitido pelo canal do Est\u00e9ticas no Youtube.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguns destaques: Ferr\u00e9z, Rodrigo Ciriaco e Maria Vilani (escritores); Claudia Ribeiro (Museu da Mar\u00e9) e o professor Marcos Bagno, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), autor do livro Preconceito Lingu\u00edstico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Futebol de bot\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O esporte mais popular do pa\u00eds tamb\u00e9m ter\u00e1 vez na programa\u00e7\u00e3o do Est\u00e9ticas com o torneio de futebol de bot\u00e3o da Rede Paulista de Futebol de Rua (RPFR). As disputas ser\u00e3o realizadas em 06\/11 , das 10h \u00e0s 14h,\u00a0 no territ\u00f3rio de Cidade Ademar, envolvendo os polos local, do Graja\u00fa e Cap\u00e3o Redondo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Criada em 2015 por meio da articula\u00e7\u00e3o de movimentos sociais e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil como a A\u00e7\u00e3o Educativa, a RPFR atua para o desenvolvimento de lideran\u00e7as, al\u00e9m de propor reflex\u00f5es sobre igualdade de g\u00eanero, ra\u00e7a, direito \u00e0 vida e\u00a0 paz. Crian\u00e7as e adolescentes lidam com essas quest\u00f5es a partir do esporte, participando de torneios no qual as regras do jogo s\u00e3o estabelecidas em conjunto, sem a presen\u00e7a de juiz, promovendo o exerc\u00edcio da democracia e coletividade.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>PRINC\u00cdPIOS DO EVENTO<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A organiza\u00e7\u00e3o de um encontro como o Est\u00e9ticas da Periferia segue alguns princ\u00edpios, que norteiam a programa\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a apresenta\u00e7\u00e3o do evento por seus curadores e participantes. Esses princ\u00edpios s\u00e3o agregadores, favorecendo a constru\u00e7\u00e3o coletiva e favorecendo a colabora\u00e7\u00e3o entre os coletivos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o eles:<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; programa\u00e7\u00e3o descentralizada<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; curadoria coletiva<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; comunica\u00e7\u00e3o colaborativa<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; articula\u00e7\u00e3o com o poder p\u00fablico<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; abrang\u00eancia e equil\u00edbrio de linguagens art\u00edsticas<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; forte presen\u00e7a de atividades educativas, como oficinas e minicursos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; atividades educativas como oficinas e mini cursos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; m\u00faltiplos espa\u00e7os de reflex\u00e3o, como debates e palestras<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; avalia\u00e7\u00e3o coletiva<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>HIST\u00d3RIA DO EST\u00c9TICAS DAS PERIFERIAS<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O encontro Est\u00e9ticas das Periferias surgiu em 2011. Seu nascimento est\u00e1 ligado ao projeto de expor, debater e apresentar inova\u00e7\u00f5es art\u00edsticas presentes nas periferias de diferentes lugares, muitas vezes distantes espacialmente, mas que guardavam elementos culturais comuns. Inicialmente, foram previstos tr\u00eas semin\u00e1rios anuais, at\u00e9 2013. SESC, secretarias de cultura da cidade e do Estado de S\u00e3o Paulo, Instituto Ita\u00fa Cultural e, principalmente, o Centro Cultural da Espanha foram as institui\u00e7\u00f5es que garantiram a realiza\u00e7\u00e3o dessas tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es previstas, que foram acompanhadas pelo N\u00facleo de Antropologia Urbana da USP e o Programa Avan\u00e7ado de Cultura Contempor\u00e2nea da UFRJ.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A for\u00e7a desses encontros foi tamanha que o evento anual se imp\u00f4s, sem interrup\u00e7\u00f5es. J\u00e1 em 2014 houve a quarta edi\u00e7\u00e3o, em 2015, a quinta, e assim sucessivamente. Em 2020, por conta da pandemia, o evento foi todo online. A hist\u00f3ria do Est\u00e9ticas da Periferia \u00e9 din\u00e2mica, cheia de vida pr\u00f3pria. Logo depois do primeiro semin\u00e1rio, j\u00e1 em 2012, o projeto ficou mais participativo, incorporando dezenas de coletivos no processo de organiza\u00e7\u00e3o. Deixou de ser apenas um semin\u00e1rio, passando a ser um encontro, o que permitiu um aprofundamento da sua dimens\u00e3o participativa e a sua constru\u00e7\u00e3o das periferias para o centro, redefinindo os fluxos do mapa cultural.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 h\u00e1 cinco edi\u00e7\u00f5es, o evento passou a ser organizado de forma descentralizada, com coletivos perif\u00e9ricos \u2013 dois por regi\u00e3o \u2013 respondendo pela curadoria. Tais grupos s\u00e3o formados, majoritariamente, por jovens entre 18 e 29 anos, boa parte deles composto na sua totalidade ou em maior parte por mulheres.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses artistas n\u00e3o profissionalizados combinam sua produ\u00e7\u00e3o, de enorme pot\u00eancia cultural, com ativismo, promovendo a defesa da cultura e dos direitos humanos, em regi\u00f5es frequentemente marcadas por pol\u00edticas p\u00fablicas ausentes ou pouco eficientes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O radar do Est\u00e9ticas tamb\u00e9m captou e absorveu outros movimentos mais recentes, como o funk das quebradas, os SLAMs, as mulheres do samba, o feminismo negro, a cultura em torno do futebol de v\u00e1rzea, o ensino de arte e as experi\u00eancias das universidades aut\u00f4nomas, al\u00e9m das ocupa\u00e7\u00f5es, das hortas org\u00e2nicas comunit\u00e1rias e das editoras das periferias. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre 31 de outubro e 7 de novembro, a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do encontro, promovido pela A\u00e7\u00e3o Educativa, contar\u00e1 com mais de 80 atividades, entre apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, debates, oficinas, interven\u00e7\u00f5es e produ\u00e7\u00f5es audiovisuais; A 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Encontro Est\u00e9ticas das Periferias, iniciativa da A\u00e7\u00e3o Educativa, vai homenagear as mulheres negras que constroem a cultura das periferias. 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